terça-feira, 27 de março de 2018

Ministro Edson Fachin relata ameaças


Relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin disse que a família dele tem recebido ameaças –e que está preocupado com isso, a ponto de ter pedido providências à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, e à Polícia Federal.
“Uma das preocupações que tenho não é só com julgamento, mas também com segurança de membros de minha família. Tenho tratado desse tema e de ameaças que tem sido dirigidas a membros da minha família”, disse, em entrevista ao jornalista Roberto D’Avila. O ministro não especificou de quem ou de onde vêm as ameaças.
O programa Roberto D’Avila vai ao ar na GloboNews às 21h30.
Segundo Fachin, “algumas providências que solicitei à presidente e a PF por intermédio da delegada que trabalha aqui no tribunal já estão sendo adotadas”. “Nem todos foram os instrumentos foram agilizados, mas eu efetivamente ando preocupado com isso –e esperando que não troquemos fechadura de uma porta já arrombada também nesse tema.”
Também relator do pedido de habeas corpus preventivo da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro votou pelo “não conhecimento“, isto é, para não aceitar sequer a possibilidade de o pedido de habeas corpus ser examinado. Justificou que a defesa deveria ter apresentado um recurso ordinário contra a decisão do início de março da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou o pedido para evitar a prisão de Lula em janeiro.
Ele também votou contra a suspensão da sessão do Supremo e contra a liminar pedida pela defesa de Lula.
Fachin é relator ainda de outras ações no STF.
G 1

Mais um candidato a deputado estadual vai para o AVANTE


O técnico em contabilidade Edílio Lobo, que é natural de Cruzeta, e foi por quatro vezes vereador no município trocou o MDB, onde esteve filiado durante 20 anos, pelo AVANTE que é presidido no Estado pela candidata a deputada federal Karla Veruska que abonou a ficha de filiação. Ele vai se candidatar a deputado estadual.

Flávio Rocha acusou partido de ‘boicotá-lo’

No ano de 1994, o Dono da Riachuelo Flávio Rocha foi candidato a se pré-candidatar à presidência da República pelo PL. Desistiu. Porque seu partido foi apoiar à candidatura de Fernando Henrique Cardoso. Acusou a legenda de ‘boicotá-lo’ para que não pudesse expor sua ideia do imposto único.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Flávio Rocha, o pobre homem rico da Riachuelo


Luiz Nassif escreveu sobre o presidenciável Flávio Rocha:
Dono das lojas Riachuelo, Flávio Rocha é um homem rico. Muito rico, diria. Mas não é uma pessoa bem sucedida.
É um homem do nordeste. Mas seu sonho sempre foi ser um intelectual de peso e um empresário do sudeste, uma liderança referencial, o homem que fosse respeitado não apenas por seu dinheiro, mas por sua inteligência.
Por isso, desde cedo aproximou-se de um brasileiro muito inteligente, Roberto Campos, e tentou absorver sua inteligência. Nunca conseguiu, assim como Campos também nunca conseguiu desenvolver inteligência para ganhar dinheiro. Cada qual com sua inteligência.
Flávio escolhe argumentos como seus compradores escolhem marcas e tipos de roupa: pela aparência.  A Riachuelo vende produtos populares, copiados das boutiques, e Flávio vende ideias banais, copiadas da academia. Em ambos os casos, produtos meramente banais.
Só isso explica sua entrevista ao Estadão, ousando analisar a “matriz econômica” de Dilma, confundindo com as políticas de inclusão e outras políticas sociais que, aumentando substancialmente o mercado de consumo interno, aumentaram substancialmente o faturamento das lojas Riachuelo, que, como ele sabe, vendem para o mercado interno e para o público popular. E sustentando – com a segurança dos ignaros – que um impeachment rápido é melhor do que três anos de governo inerte.
Deve ter consultado o departamento de cobrança para confundir impeachment rápido com o Serviço de Proteção ao Crédito.
Flávio é do nordeste, a região mais beneficiada pela tal da “nova matriz econômica”. Salário mínimo, Previdência, Bolsa Família, agentes de saúde, Mais Médicos, as novas universidades federais beneficiaram especialmente o nordeste. Trouxeram para a economia local um dinamismo que se perdera desde o fim do ciclo da cana. Ele não procurou entender o fenômeno para não ser “acusado” de ser nordestino nas reuniões sociais com seus colegas do sudeste.
O Brasil tem poucos muito ricos que conseguem transitar pelo campo dos negócios e dos conceitos. Não são propriamente intelectuais. Mas sabem utilizar bem as poucas coisas que sabem – nos dizeres sábios de Walther Moreira Salles – porque sabem focar no essencial.
É o caso de Jorge Gerdau, e sua campanha pela boa gestão. Ou os muitissimos ricos Jorge Paulo Lehman e seus sócios, com suas fundações focadas na educação e seus conselhos nos hábitos da discrição e no estímulo ao empreendedorismo de mercado. Há os herdeiros do Itaú e suas fundações exemplares e  do Unibanco e a admirada intelectualidade de seus herdeiros.
Todos conseguiram ir além do dinheiro. Flávio, não. Todos tornaram-se cidadãos do mundo. Flávio, não. Se fossem nordestinos, tenho certeza de que todos teriam orgulho das raízes, como Moreira Salles tinha orgulho da cultura caipira.
Sendo do nordeste, Flávio teria um vasto campo para exercitar a visão de país, a construção de compromissos sociais, a mobilização modernizadora de seus pares.
Mas nunca conseguiu ir além de ser apenas um homem rico. Seu amigo Roberto Campos condoía-se com essa impotência, essa impossibilidade que dinheiro nenhum no mundo compra.